quinta-feira, 12 de maio de 2022

SESSÃO "Texticulos nunca postados"

Esse é o Brasil: uma trabalhadora, empregada doméstica, teve que levar seu filho pro trabalho, onde vinha dormindo há dias. Os patrões pedem que ela saia pra passear com os cachorros e ficam responsáveis pelo cuidado da criança, de cinco anos. A criança começa a pedir pela mãe e é autorizada a, sozinha, sair em sua procura.
É morto então o pequeno, caindo do alto de uma torre residencial, vítima direta do descaso animalizante dos burgueses safados e de um sistema que faz com que persista aqui o genocídio da juventude negra e todo um sistema de opressão, espoliação e abuso constantes, organizados, coerentes com um projeto de governo cada vez mais e mais declaradamente racista, fascista, capitalista selvagem, como queiram chamar uma organização criminosa que precisa ser não só derrubada agora, em sua formação vigente, como superada em termos de estrutura e capilarização nas nossas vidas pessoais, organizações e coletivos. Afinal, como admitimos a vaguidão da crítica da falta de mobilizacao ao mesmo tempo que endossamos a vaguidão da ideia de o racismo ser um problema moral de brankkkos? Como somos anti tudo, e pró nada? Será que estamos fazendo as perguntas corretas? Qual é o nosso alvo?
O Brasil não é um país democrático, aliás, e por isso não há o que ser resgatado aqui, mas sim o que ser disputado. Nós mal começamos. Aqui o sujeito negro é animalizado e a violência de estado praticada contra ele persiste apesar de todos nós.
(...não continuei)

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