segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

a passarinha sem o vento

vai ficando sem força
sem força
triste...
que morre sem ar
pra cantar
e pra planar
no peito e nas coxas
do vento querido

é que o vento não quer entender
que macho alfa não existe aqui,
só no butão,
agora terei de aquarelar meu céu
e nas nuvens, algodão
pra esquecer de vez
moendo e apertando meu coração
do vento, que não quer mais me ouvir cantar...

faço qualquer bobagem
tentando te encantar
pra ver se você, ventinho, finalmente descobre
que tem asas também!
proseando com as passsarinhas amigas
minha vida agora é chorar
eu digo, "como pode, amiga querida, esse vento danado me quer guardar,
andar de bicicleta até onde os ventos vão fazer a curva
no mundo deliciosamente se jogar
deixando-me aqui, viúva!"

tenho que respeitar a tristeza do vento
porque quando o amor está triste
até as flores se põem a lamentar
essa vida que belamente insiste
em os mais belos amores separar...
rouca, eu grito "volta aqui, volta aqui ventinho querido..."
mas ele não escuta...

não vem.

o vento foi pra lá fazer a curva...

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