terça-feira, 24 de agosto de 2010

III. trágico

numa tentativa desesperada de libertar-se, o menino entregou-se ao ópio, frustrando seus ralos sonhos. dissimulado, divagava situações irreais que nunca me proporcionariam escape, um emaranhado de ocasiões que seu cérebro, em curto circuito, figurava, pasme, conscientemente. os dias eram feito sopros, breves. consistiam na matutenção de tópicos que nunca mudavam:
1.capacidade de análise psiquiátrica;
2.raciocínio abstrato;
3.paciência;
4.aptidão para ignorar a sociedade;
5.autoconfiança.

precisei de conhecimentos específicos nas áreas:
1.pedagogia;
2.espiritualidade, misticismo e religiões em geral;
3.psicologia e psiquiatria;
4. direito criminal e familiar;
5.antropologia. (me era necessário crer que o homem ainda não está concluído, mas em andamento)

este era, portanto, o trivial. mas devo concordar com um ponto que me baleou sutilmente na obra de lygia: "é no trivial que está o trágico".

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