era uma vez um menino. ele vivia num mundo de provações cujo tamanho era só mais um elemento completamente enganado dentre as doutrinas do pobrezinho...esse garoto, de nome esquecido com o passar do tempo de subversão que vivi, deixava meu deus num espantoso desarranjo quando resolvia trocar de pele à luz de falsos brilhantismos da nova geração de agonia.
precisei de contados trinta e seis dias pra notar alguma falha estrutural no menino que vivia extasiando gargalhadas descomunais pelo meio do povo. a falha: pequena mas catastrófica. presenciei infinitos escorregões, mas o do trigésimo sexto dia foi fatal. ele ordenou no mais alto dos acordes do imperativo do verbo: "mentirosa!". e foi o fim. fiz respirar meus poros imediatamente, que de dilatados que agoniaram, se deixaram à mostra e então o menino conheceu o meu desespero. começaria aí um novo tempo de servidão inevitável: o menino imputou a mim a insuportável medida de sua vida. eu repetia, em latim tardio, "Complacentia, dio, complacentia". mas o tempo insistiu, impune; ali começava a caminhada sem motivos e sem missivas de uma condenada pelo mundo por incapacidade de raciocínio lógico essencial à vida, caminhada que só teria fim dois anos depois, no primeiro aniversário de sua morte.
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