eu estou na cidade, vivo na cidade, nao ha nada de mais trivial do que isto, faço que levanto de manhã e acordo meu fígado com um belo café prestes a acabar junto com o petróleo caduco que lhe dá cor
agora à noite susssssurra um barulhinho de video de um especime das novas tevês mais vivas do que nunca, cada uma personalizada desde o gérmen do trigo de que nos alimentamos até o tutano do seu joelho, caro leitor
e à sombra das legitimidades prediais cada corpo mofa alegremente, de tarde a vida sempre se empanturrava da morfina injetada na veia do corpo que já e pra sempre se familiariza dum dia útil
reconhece um dia util
que já reconhece um dia util
que ja se familiariza com um dia util
e talvez demore meses pra voltar aqui e resolver esse poema
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<_/´\_/`\__>~ tss