Isso aqui também sou eu e dou graças pela vida, minha e de minhas manas. É queda bruta dágua turva, é fumacero e faísca e bruma, é pedra preta de limo, tempo e suor, é banquete cozido no ventre da casa, pra se comer com uma mão de cada, é amor de quenga e de luta. É roteiro de fuga pro crônico mau tempo destinado as embucetadas, elas que somos diversas e polifônicas. É o chão de dormir, é o causo, o fruto, o rito, o meio. É a vilania atuada pra suportar a vilania dos vis originais, é nela que dançamos e calculamos Não tem nada vindouro que já não esteja correndo no sonho e no sangue de tantas e tantas mulheres que aqui estamos e não mais esperaremos. É tudo isso que sou, tudo isso que por meio de empoleiramento cangaço no meu ombro e cacarejos, misteriosamente me fortalece.
Mulheres de Utopias
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