"(...)a responsabilização assume uma forte conotação
negativa e culposa em termos discursivos e de representação social, e é
congruente com a obsessão managerialista (ou gestionária) direcionada para
impor determinados procedimentos e praticas que visam resultados visíveis e mensuráveis,
sem preocupação com a politicidade dos objetivos, a complexidade dos processos
organizacionais e a subjetividade dos atores. Neste sentido, parece-me plausível
supor que, quando predomina a formula tecnocrática one best way, a responsabilização dos indivíduos tenderá a ser a
consequência imediata e funcional de
uma eventual fuga ou desvio a racionalidade instrumental que configura
determinadas praticas de gestão. Assim, a responsabilização é mais facilmente
reduzida à ameaça ou imputação negativa de culpa sobre determinadas acções e
seus supostos resultados."
AFONSO
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