algum dia existirá amor?
todos comentam as cachaças que tomo mas ninguém me ergue dos tombos que levo.
te dou espaço mesmo que você não peça:
da vida a dois conheço as peças.
te entrego tempo mesmo que você sofra;
melhor que conhecer minha masmorra.
te abro o mundo através de inúmeras capas;
pra que você possa.
e não morda do meu fruto-desgraça...
me chame egoísta ou qualquer baixaria dessas
não me importo, reservo-me o direito
de te amar como posso,
quando devo,
o quanto te cabe,
e até onde me lembro
- desobedeço -
que é em mim que mora tudo que você desconhece
ciciiio...
tudo que te dá medo.
e eu, pessoalmente, tenho horror a sonho sonhado junto.
você, seu tipo, conheço até onde vai minha ignorância:
não sou letrada nem uso tranças.
acovardo-me
porque a vida de quem vive aqui é difícil à beça.
não sei se te contaram, mas as vias viram
rios
das ruínas fazem morada
e um só homem carrega nas costas inteiro-navio.
além de tudo,
meu pavio
é curto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
<_/´\_/`\__>~ tss