sábado, 24 de dezembro de 2011
oração pagã
dos amores silentes nasce a saliência
e dos salientes sai parido o silêncio
se dos amores salientes vem parido o silêncio
e dos silentes flui em fins a saliência,
dos amores silentes vermelha a agonia
pra depois salientes arrebentar em mil a paciência
dos amores salientes, os que incendiam o tempo
dos amores silentes, os que desencadeiam o encanto
se um começa saliente,
se um começa silente,
escolhe-se o caminho por que via senão a da fadiga?
(melhor deixar...)
saem dos dois as palavras em tecidos
que nos cobre e enrola
e desenvolve os vicios
pra depois, já amor, acontecerem na ponta do início
apaixonar-se é o vício
começar
silente e companheiro
saliente, de corpo inteiro
silente e desumano
saliente e sobrehumano
silente e espaçoso
saliente e solitário
silente e poderoso
saliente e ordinário
nesses todos existir e ser pagão
na mesma medida, mentir
sendo honestamente cristão
coexistir
nas possibilidades infindas do outro, coração
meu
nunca pare de pulsar
pelo amor das chagas de cristo, te imploro
permita-me eternamente o permitir-se
(com o pé afundado nas possibilidades que entendo
e a cabeça afogada nas possibilidades que desconheço)
o (a)mar
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