trago, por ilusão, meu ser comigo.
não compreendo compreender, nem sei
se hei de ser, sendo nada, o que serei.
fora disto, que é nada, sob o azul
do lato céu um vente vão do sul
acorda-me e estremece no verdor.
ter razão, ter vitória, ter amor
murcharam na haste morta da ilusão
sonhar é nada e não saber é vão.
dorme na sombra, incerto coração.
Fernando Pessoa, "Nada sou, nada posso, nada sigo" 1923
"dorme na sombra, incerto coração" Por que eu gostei muito desse trecho em especial?
ResponderExcluir