quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

luta contra a eterna disputa de nós, os homens de deus

vou me render
cantar, cantar, dançar
e perceber
quando de madrugada os tambores soarem
que eles vêm pra me chamar
enquanto eu clamo, me rendo
e visto minhas rendas
solto a cabeleira
me desmonto e desnudo
vou cantar, ô meu pai, eu vou cantar!
pra te jurar, ô Jah Jah, te jurar lealdade
não quero mais ouvir o mundo chorar "caô caô,
K A O S"
eu vou me render, eu vou me render
me entregar de vez
à vida dos sonhos
porque essa aqui eu não quero mais!

a eterna disputa
de classe
de auge
de face
só me faz crer
que não me convém a eterna labuta
de pedra
de ferro
de lança
de morte
e sem música

eu quero saudar a vida
amar o tudo
esvaziar o cheio
preencher o vazio
mover o mundo
num só toque:
e s p a l h e m o - n o s!

VAMOS INCENDIAR A BABILÔNIA
FYA FYA FYA FYA
TAMBOREAR COM TODA A FORÇA QUE EXISTE
CONVIDAR OS DEUSES
PRA DESCER NESSA TERRA DE FAMINTOS
FAÇAMOS UMA RODA
MESMO QUE NADA DISSO PAREÇA TER SENTIDO


O SENTIDO ESTÁ NO QUE SE MOVE
NO QUE SE ESPALHA


porque os tempos são vagos.

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