hoje, no aniversário de minha morte, renasço. branca, branda, dourada ao som de clarins - e agradeço ao menino sem rosto, sem dúvida! agradeço sobretudo porque esse renascimento implica na descoberta da natureza selvagem dentro de mim, e admito a ainda fraqueza pra me jogar de peito nesse mundo porém já posso, com toda segurança, explorar, sedenta, os mundos que habitam o meu interior. e graças ao menino, que com toda sua vã vaidade, cumpriu rigorosa e determinadamente a sua missão em minha vida: com força, arrancou a crosta mundana que me abraçou no dia de meu primeiro nascimento, de pedaço em pedaço, indo embora agora e deixando pra mim o maior presente que eu poderia receber: a minha vida de volta...
à liberdade da carne e, sobretudo, dos ouvidos...
nota inelutável:
"em vez de amor, dinheiro, fé, fama, equidade, me dê a verdade"
-Thoreau
FIM
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