não gosto de amor pouco nem amor muito, gosto de amor sem medida...mas a palavra que era pra ser amor virou carma.
ao invés de perguntar carinhosamente se eu podia jurar que nunca morreria, o menino me enjaulava e alimentava a minha vaidade de um jeito todo enganado. e a boca cheia de espuma.
eu estava morta.
onde parei?
ouvindo björk, eu gostava de deitar com o pé na cabeceira da cama de forma que minha cabeça sobrasse pra fora do colchão, então eu ficava meio-de-cabeça-pra-baixo. logo, subia tanto sangue pra cabeça que eu começava a ter uma sensação maluca de que meus olhos estavam prestes a se perder no chão do quarto. sentia o rosto preenchido e o peso que volta e meia abusava da boa vontade da minha consciência quase sempre limpa ficava assustadoramente palpável: minha cabeça pesava uma tonelada.
eu pensava com insistência que era preciso impor uma situação violenta ao meu (in)consciente, opção um: explodir; opção dois: seguir; opção três: colocar um cacho de uvas no lugar da cachola. como seguir era uma opção mais longínqua que explodir e explodir deixaria mamãe em parafusos, eu fantasiava as uvas!
pelo amor de deus eu clamava baixinho, mas eu ainda sabia gritar: "eu quero cometer um auto-naufrágio!" e como já se sabe grito é mais alto que sussuro.
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