quantas vezes carreguei uma cruz de ferro nos ombros feridos de cruzes passadas pra que voce conseguisse respirar...ah, foda-se!, que toda a minha crueza de espirito nao seja amaldiçoada pela propria dona ao menos uma vez na vida e...expresse-se! já senti, estrabica, teu beijo febril e insuportavelmente tremido. teu beijo tremia depois de um fim de semana fugido da verdade; tremia, eu sei, de medo que tinha da minha iris que, de mutante que era, te confundia e te despia num só segundo. voce, tao facil de despir e de envergonhar...
talvez seja isso, o meu sofrimento: carrego cruzes e apanho de gigantes armados de sadismo e falta de carater por te ter feito de fantoche no espetaculo de horrores em que eu fazia de conta a inocencia que na verdade era poder de persuasao cujos perigos podem tornar-se psicose se nao medicados hoje mesmo. eu amo brincar de ser deus...
(texto escrito no hospital santa rita no dia 11 de agosto de 2666 às 00:36 em ponto; depois do texto fui rezar)
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